29 de septiembre de 2011 | Noticias | Víctimas del cambio climático | Justicia climática y energía
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O inusual transbordamento dos rios e a perda sistemática de cultivos, entre outros males, deram origem, em El Salvador, ao Movimento de Vítimas, de Atingidos e Atingidas pela Mudança Climática (MOVIAC), atualmente, uma referência continental na luta contra o modelo econômico que provoca essas calamidades.
Para continuar avançando neste processo, a organização salvadorenha CESTA - Amigos da Terra desenvolveu nos dias 23 e 24 de setembro o encontro nacional de Comunidades Atingidas pelo Mudança Climática e Megaprojetos, sob o lema “Fortalecendo a Organização, Fortalecemos a Solidariedade”.
Conforme os organizadores, a atividade convocou cerca de 70 líderes de diversas comunidades atingidas do país, desde o departamento de Ahuachapán, até Usulután.
“Todos os participantes vieram sofrendo problemas provocados pela mudança climática”, indicam em um documento aprovado após o encontro.
José Acosta, liderança de CESTA - Amigos da Terra, manifestou que o sistema capitalista e seu modelo neoliberal levam inevitavelmente “ao suicídio coletivo”, e que para evitar essa catástrofe “é necessário e urgente transitar por um caminho diferente, o caminho da solidariedade, da luta organizada”.
Para Acosta, as posições dos governos nas negociações internacionais relacionadas à mudança climática estão “cada vez mais distantes” das demandas das comunidades, e por isso “não confiamos nestes espaços”.
Como exemplo mencionou que na cidade sul-africana de Durban será realizada neste ano a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, um âmbito que ainda “não deu nenhum resultado”.
“É uma via equivocada”, destacou o dirigente, que disse que a reunião organizada por CESTA propiciou a designação de uma comissão liderada por referentes das comunidades, que serão constituídos como uma equipe dinamizadora.
“É importante a projeção internacional e que nos vinculemos mais estreitamente com outros grupos da região, Também na América do Sul existem esforços de comunidades atingidas pela mudança climática, e na África e Ásia existem comunidades que têm os mesmos problemas. Visamos um movimento em escala planetária”, manifestou Acosta.
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